segunda-feira, 26 de março de 2012

Agridoce

Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim

Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular

E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar

E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final

Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar

sexta-feira, 2 de março de 2012

Eu ia escrever aqui todas as minhas fraquezas e angustias. Mas resolvi que não! Vou apenas colocar comentários que fizeram que realmente achei oportunos, não vou falar os autores mas bem, é isso:

- Fique com a cara de bunda que quiser você está no seu direito...

- Se não se importaram com os seus sentimentos, por que você tem que se importar com os dos outros?

- Há quem goste dos olhos e outros da remela...

- Tome um banho e fique cheiroso, não precisa de mais nada...



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque
que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração
que na realidade está um pouco usado, meio calejado,
muito machucado e que teima em alimentar sonhos
e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia estava certo quando
escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu
espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato
que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida
que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração
que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos
que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração
tão inocente que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro
na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer
e se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração,
ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos
que mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.

Um velho coração
que convence seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a
petulância de se aventurar como poeta

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Desculpem os moderninhos, os que acreditam na vida líquida, na vida efêmera. Os que vivem na sociedade do individualismo, sociedade do Delivery, onde tudo é na hora, para o momento e tão somente para aquele exato momento.

Desculpem se pareço ultrapassado ou careta.

Mas fui educado com os valores do trabalho e da família. E acredito nesses valores, acredito no trabalho, acredito na família. Acredito que são pontes que nos levam com segurança através das etapas da vida. Cada um com sua importância, cada um como um pilar.

Família objetivo. Trabalho o meio. É nisso que acredito.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sim! Começo a ter certeza de que não sei ser feliz. Não sei aproveitar a vida e muito menos compreendê-la. Por mais que me esforço e por mais sentido que tenha tudo o que eu faço, sempre vem alguma voz me dizer faça diferente.

Acho que não sei ser feliz, não que eu não queira ser feliz, sim eu quero muito. Imagino que todos querem ser feliz. Mas, eu tenho medo da felicidade, pois um dia eu perdi a felicidade. E sei quanto é dolorido ser frio, cinza e sem esperança. Não quero mais sentir a ausência da felicidade na minha vida.

Já disse algumas vezes que pouco entendo as minúcias da vida, ela é muito complicada ou eu a complico de forma demasiada. Mas, eu só quero estar junto sem sufocar, quero falar a todo o momento sem ser repetitivo. Quero cuidar sem ser grudento. Mas, infelizmente não é assim que as coisas funcionam e nisso eu me perco. 8 ou 80 acho que isso me resume.

Esse blog já foi lugar em que me mostrava realmente, não que não esteja fazendo isso agora, mas escolhi o blog para me esconder do que realmente sou. Aqui, neste espaço que poucos conhecem, poucos visitam e raros se dão ao tempo de ler eu venho me esconder. Poderia desabafar no Face, mas quem eu realmente gostaria que me lesse não entenderia essas aflições. Por isso estou aqui, afinal só os mais íntimos sabem desse canto da internet onde posso realmente me expressar sem dar satisfações, disso ou aquilo.

Hoje penso se pago uma academia ou se pago ajuda de um analista pra poder viver a vida sem fazer bico, por não poder cuidar, falar e estar junto de maneira social. Só sei que assim não posso ficar, eu conto até mil, rezo, me benzo. Mas, o medo me acompanha dia após dia.