quarta-feira, 26 de maio de 2010

E a morte enfim.

O que me mata não é o relógio estagnado no visor do celular, não é ansiedade de contar cada segundo pra ter a certeza que o tempo está passando ou no mínimo ter a ilusão de que os minutos estão seguindo e continuar me enganando nessa brincadeira inútil e paliativa.

O que me mata não é certeza de que mesmo com o arrastar do tempo não terei a sua companhia novamente, nem mesmo as lembranças de como tudo parecia intenso e concreto, de como o caminho se abria conforme íamos passando, caminhos desconhecidos mas, que pareciam tão familiar e seguros. Nunca foi tão fácil andar de olhos fechados.

O que me mata não é o trauma e o medo incessante dos fins de semana, que se tornaram longos pesadelos solitários, submerso em pensamentos degradantes, criando conspirações fantasiosas de rejeições e sátiras desumanas. Planos infalíveis, que escorrem pelos dedos como grãos de areia. A interminável tortura, vasculhando os cantos, passos perdidos, desnorteados indo de lá pra cá. Somente o som dos pensamentos e o movimento da sobra pelo chão.

O que me mata é depois de tanto tempo conseguir vislumbrar algo diferente, o que me mata é mesmo depois de tudo isso, depois de tantos erros, depois de tantos golpes é conseguir cometer os mesmo e grosseiros erros.

O que me mata é ser fraco e inseguro. Mesmo não tendo mais idade pra isso. Isso me mata, saber que pode não ter fim. E continuar assim de erro em erro, até realmente a morte enfim

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tempos singelos..

Sinto muitas saudades da minha avó...

Pra falar a verdade sinto saudades de muitas coisas, momentos, de cheiros, sons, pessoas, que trazem de volta sensações que deveriam ser eternas. Mas eu acho que a magia dessas sensações é justamente não serem eternos.

Sinto saudades do meu baixo, dos bares, do cheiro das patas da Cherrie.

Sinto saudades da sensação de matar aula logo de manhã. De tomar café com a família.

Sinto saudades de andar de bicicleta na chuva, das conversas depois do jogo de basquete.

Sinto saudades das conversas antes de dormir e das tortas de atum de sábado a tarde.

Sinto saudades do cavalinho quando apertava o sapato na caminhada depois da igreja.

Sinto saudades dos filmes da sessão da tarde com pipoca e chá nas tardes frias em casa.

Sinto saudades do cheiro das mangas nas férias, do sorvete de maracujá e dos colchões estirados no chão.

Sinto falta desse tempo tão singelo.

É realmente eu me perdi na correria do dia-a-dia.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

Passar um dia inteiro sem falar com ninguém pessoalmente, apenas por internet e por telefone é normal??

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pra que se acovardar?

São apenas alguns passos, a porta está ali, a janela está ali, a varanda está ali. Basta apenas não se acovardar e dar alguns passos.

Tudo tem seu tempo... E pra que prolongar essa covardia? São apenas alguns passos, pra se livrar da angustia, do medo, da incerteza, de todas as recordações e maldições.

Como numa mágica de circos medíocres semi abandonados a beiras das estradas, esse nó na garganta que toda noite te sufoca sumiria. Minto!...

Esse nó se repassaria, de garganta em garganta em outras noites, noutros dias. Culpa de quem nunca entendeu o que se passou, nunca se importou. Mas agora quer saber, por que comigo?

O egoísmo sempre chega na frente,. O egoísmo é o verme que corrói nossas entranhas. E nos dilacera cada dia um pouco.

Mas, o cansaço da tentativa de aliviar a aflição causada por esse nó sumiria, de vez! Pra que se desgastar cada vez mais pra aliviar tudo isso?

Pra que desgastar?

Basta apenas alguns passos...

Existia um bom garoto, ele se foi.

Existiu um bom rapaz, ele se foi.

As mascaras foram caindo uma a uma, pra que se iludir?

A solução está a sua frente, alguns segundos que colocariam um fim em todos esses fantasmas que assombram.

Essa é a diferença dos quem tem a vida nas mãos e os que deixam a vida escorrer entre os dedos.

Continue se penalizando... se diminuindo... se acovardando. Esperando....

Esperando o nada!

sábado, 1 de maio de 2010

Me tranque no meu quarto e leve a chave com você,
Me deixe aqui em minha cama, com meus pensamentos,
Com meus medos, com minhas ilusões, difamações,
Perturbações, me deixe saborear a escuridão e a solidão de meu mundo.

Tranque a porta do meu quarto e me esqueça dentro dele!
E quando sair nunca se lembre do caminho de volta,
Nunca se arrependa, simplesmente tranque a porta e leve a chave com você.

Tranque a porta do meu quarto, e quando se virar leve seu preconceito e orgulho, leve a falsidade, leve toda esse lodo que se esconde atrás de meios sorrisos amarelos e hipócritas.
Não, no meu quarto não, aqui não existe espaço pra se interrogar as lamurias do mundo, aqui não há espaço pra paradigmas atrasados e dogmas superados de mentes fracas e injustas consigo mesma!!!

Tranque a porta do meu quarto, e me deixe apreciar o sabor do silencio, o sabor ...... o sabor que hoje é amargo, mas sempre me pareceu doce, doce?
Nunca existiu o doce fora do meu quarto!! Sim! Sim! Aqui agora eu posso sentir!

Tranque a porta e leve com você, suas cobranças, suas descrenças, suas doenças, leve com você toda a companhia que eu sempre dispensei, mas covardemente aturei, e me fez sangrar, a cada manhã, por lagrimas. E lastimas!

Tranque a porta do meu quarto e me esqueça lá, talvez, desse modo, eu possa sentir o afeto que hoje eu não reconheço......