Nós nascemos e crescemos. Crescendo ganhamos experiência, vivência e assim vamos nos moldando conforme o tempo vai passando. Um pouco de cada pessoa que passa na nossa vida é responsável por nos tornar o que somos. Com isso fazemos planos, afinal, todos temos desejos. E vamos planejando, isso ou aquilo. Juntando tudo para a vida que desejamos.
Ouvi recentemente que a diferença do desejo e da vontade é a dificuldade em alcançar. Vontades são mais tangíveis. Eu tive que concordar, e por isso o “vida que desejamos.”
Mas a vida não é tão linear quanto tentamos torná-la. As coisa acontecem sem que estejamos preparados para entende-las. E quando vemos toda a nossa vivencia e experiência não nos serviu de nada. A casinha com cerquinha branca que desejamos encontrar a felicidade não é bem assim.
De repente deparamos com a felicidade no cotidiano e na rotina do dia-a-dia. E essa é a vida. Isso que torna a vida única.
Aquilo que desejamos por uma vida inteira vai por terra abaixo quando sentimos que tudo está completo. Tudo está onde deveria estar, mesmo os defeitos. Tudo está certo. Tudo está perfeito nos detalhes das imperfeições.
Do erro surge a paz, da aflição nasce a perfeição. Da despretensão vem o companheirismo. Essa é a vida! Não ouvi tudo o que queria, tenho meus caprichos. Mas hoje entendo que cada um tem o seu.
Eu, a múltipla personalidade em pessoa, hoje não me reconheço mais. Eu que era o poço de egocentrismo, vindo de um filho único criado com a avó, com muita culpa no signo de gêmeos que insiste em ser o centro das atenções. Entendo, que meu espaço está reservado. Meu canto está guardado e num local muito especial. Hoje não me reconheço, mas vejo meu futuro em seus olhos.